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O que são emergências e urgências odontológicas? Descubra neste post

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O que são emergências e urgências odontológicas? Descubra neste post

Nos primeiros meses da pandemia de Covid-19 no Brasil, muitos dentistas, por determinação municipal, passaram a atender somente emergências e urgências odontológicas. Ainda há profissionais que estão restringindo os atendimentos. Mas você aí, paciente, sabe qual a diferença entre uma coisa e outra?

Até mesmo quem trabalha na área pode ter um pouco de dúvida na hora. Por isso, a gente explica melhor sobre cada uma com a ajuda do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Emergências e urgências odontológicas: quais são?

Emergências

De acordo com o CFO, as emergências são situações que potencializam o risco de morte ao paciente. Veja abaixo quais são elas:

  • Sangramentos não controlados;
  • Celulite ou infecções bacterianas difusas, com aumento de volume (edema) de localização intra-oral ou extra-oral, e potencial risco de comprometimento da via aérea do paciente;
  • Traumatismo envolvendo os ossos da face, com potencial comprometimento da via aérea do paciente.

Urgências

Conforme o CFO, as urgências são situações que determinam prioridade para o atendimento, mas não potencializam o risco de morte ao paciente. Entre elas, estão:

  • Dor odontológica aguda decorrente de inflamações da polpa (pulpite);
  • Pericoronarite ou dor relacionada a processos infecciosos envolvendo os terceiros molares retidos;
  • Alveolite pós-operatória, controle ou aplicação medicamentosa local;
  • Remoção de suturas;
  • Abscessos (dentário ou periodontal) ou infecção bacteriana, resultando em dor localizada e edema;
  • Fratura de dente, resultando em dor ou causando trauma do tecido mole bucal;
  • Tratamento odontológico necessário prévio à procedimento médico crítico;
  • Cimentação ou fixação de coroas ou próteses fixas se a restauração provisória ou definitiva estiver solta, perdida, quebrada ou estiver causando dor e/ou inflamação gengival;
  • Biópsia de alterações anormais dos tecidos bucais;
  • Ajuste ou reparo de próteses removíveis que estejam causando dor ou com a função mastigatória comprometida;
  • Finalização ou troca para medicação intracanal com hidróxido de cálcio e selamento eficaz com material resistente à mastigação para tratamentos endodônticos já iniciados, evitando, dessa forma, que o prognóstico seja desfavorável;
  • Cáries extensas ou restaurações com problemas que estejam causando dor;
  • Necroses orais com dor e presença de secreção purulenta;
  • Ajuste, troca ou remoção do arco ou dispositivo ortodôntico que estiver ulcerando a mucosa bucal;
  • Mucosites orais com indicação de tratamento com laserterapia;
  • Trauma dentário com avulsão ou luxação.

O que não é urgência odontológica

O CFO ainda classifica quais procedimentos não são considerados como urgência odontológica. Confira abaixo.

  • Consulta inicial ou periódica ou de manutenção, incluindo radiografias de rotina;
  • Profilaxias de rotina, ou procedimentos com finalidade preventiva.
  • Procedimentos ortodônticos não relacionados diretamente a dor, infecção ou trauma;
  • Restauração de dentes, incluindo tratamento de leões cariosas assintomáticas;
  • Procedimentos odontológicos com finalidade estética;
  • Cirurgias eletivas (exodontia de dentes e cirurgias periodontais assintomáticas, implantodontia, ortognática e demais cirurgias que não estão relacionadas nas urgências e emergências).

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